Projeto de aquisição de bens e insumos fortaleceu transmissões ao vivo, formação audiovisual, acessibilidade, exibições de cinema e novas possibilidades de produção cultural em Natal e outras comunidades do Rio Grande do Norte.
A V Vídeo Produtora ampliou sua capacidade de atuação cultural por meio de um projeto voltado à aquisição de equipamentos, melhoria da estrutura técnica e implantação de medidas de acessibilidade em seu espaço, localizado no bairro do Alecrim, em Natal/RN. A iniciativa foi contemplada no Edital de Aquisição de Bens e Insumos 20/2024 – Categoria 1.2, Linha 2, tendo como foco o fortalecimento da produção, formação, exibição e difusão audiovisual.
O investimento partiu de uma necessidade concreta: estruturar melhor a produtora para desenvolver transmissões ao vivo, atividades formativas e ações de exibição, reduzindo a dependência da locação de equipamentos e criando melhores condições para receber diferentes públicos. Desde a elaboração da proposta, o projeto também estabeleceu como princípio a democratização do acesso à cultura e a utilização da tecnologia para aproximar produções, artistas e iniciativas culturais de seus públicos.
Tecnologia a serviço da produção cultural
Entre os equipamentos incorporados à estrutura estão recursos para captação de imagem, estabilização de câmera, áudio, projeção e produção de conteúdos imersivos. As aquisições passaram a ser utilizadas em transmissões ao vivo, gravações, oficinas e diferentes produções realizadas pela V Vídeo.
Uma lente mais versátil passou a permitir, por exemplo, alternar entre planos gerais de apresentações e enquadramentos mais fechados de artistas e público. Já o estabilizador de câmera possibilitou movimentos mais fluidos e uma câmera móvel nas transmissões, especialmente quando utilizado em conjunto com sistemas de envio de vídeo sem fio.
A interface de áudio também ganhou papel importante nas atividades formativas. Nas Oficinas de Transmissão ao Vivo, jovens e adolescentes puderam experimentar, na prática, funções técnicas da produção audiovisual, acompanhando o funcionamento de áudio, câmeras, direção e operação de uma transmissão. Mais do que adquirir equipamentos, o projeto possibilitou transformar esses recursos em ferramentas de aprendizado.
A estrutura ainda ganhou uma câmera de captação em 360 graus, ampliando as possibilidades de criação de experiências imersivas. Um dos registros já realizados ocorreu no Museu Câmara Cascudo, onde a tecnologia foi utilizada para documentar espacialmente uma exposição antes de sua desmontagem, criando novas perspectivas para memória, patrimônio e preservação audiovisual.
Cinema mais perto da comunidade
Outra aquisição fundamental foi o projetor multimídia. A proposta já previa que o equipamento pudesse fortalecer sessões de cinema, treinamentos e oficinas realizadas pela produtora. Na prática, ele permitiu levar essa estrutura para além do estúdio.
Um dos principais exemplos foi o Cine Beco, realizado na Vila de Ponta Negra no final de 2025. A iniciativa transformou um espaço da própria comunidade em uma sala de cinema a céu aberto, com projeção em uma grande tela e presença de mais de 200 pessoas. O equipamento permitiu realizar a ação com estrutura própria, fortalecendo uma proposta de circulação audiovisual que aproxima o cinema das comunidades e ocupa culturalmente espaços fora dos circuitos tradicionais de exibição.
As 20 cadeiras reforçadas adquiridas pelo projeto também passaram a atender oficinas, cineclubes e sessões audiovisuais. Em atividades externas, elas podem ser destinadas prioritariamente a pessoas que necessitem de maior conforto e estabilidade, como pessoas obesas, idosos e gestantes.
Acessibilidade como parte da estrutura cultural
O projeto dedicou parte importante do investimento à acessibilidade física. Foram previstas uma rampa móvel com piso antiderrapante, barras de apoio para o banheiro e 20 cadeiras reforçadas com capacidade para até 150 kg.
A rampa foi desenvolvida de forma personalizada e pode ser utilizada tanto na sede quanto transportada para atividades externas, possibilitando adaptar acessos em espaços onde existam barreiras arquitetônicas. O banheiro também recebeu barras de apoio, oferecendo maior segurança para cadeirantes, idosos, usuários de muletas e pessoas com mobilidade reduzida.
Essas melhorias representam uma compreensão de que acessibilidade não deve aparecer apenas como uma ação pontual, mas fazer parte da própria estrutura necessária para produzir e realizar cultura.
Estrutura que permanece e multiplica resultados
O projeto envolveu investimento total de R$ 10 mil em bens e insumos, abrangendo equipamentos audiovisuais, mobiliário, recursos de acessibilidade e itens de segurança. Diferentemente de despesas utilizadas apenas durante uma atividade específica, esses bens permanecem na estrutura da produtora e continuam gerando impacto em novos projetos.
Considerando transmissões ao vivo, oficinas, produções audiovisuais, exibições presenciais e conteúdos difundidos pela internet, estima-se que aproximadamente 5 mil pessoas já tenham sido alcançadas direta ou indiretamente pelas ações beneficiadas por essa estrutura.
O resultado demonstra como investimentos em infraestrutura cultural podem produzir efeitos continuados: uma câmera não serve apenas para uma gravação; um projetor não realiza apenas uma sessão; uma cadeira não atende apenas uma oficina. Quando incorporados a uma estrutura cultural ativa, esses equipamentos passam a circular entre diferentes projetos, territórios, públicos e linguagens.
Para a V Vídeo Produtora, o projeto representa justamente esse movimento: fortalecer a estrutura para produzir mais, formar mais pessoas, ampliar a acessibilidade e levar o audiovisual para onde o público está.